Polícia Federal investiga deputado Cezinha de Madureira por suspeita de tráfico de influência
Este portal utiliza cookies para garantir o funcionamento adequado, aprimorar sua experiência e oferecer conteúdos relevantes. Ao clicar em “Aceitar”, você concorda com o uso de cookies.
Via Appia Antica, 224, 00179 Roma, Italy
+1 312 749 8649a
A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (14) a terceira fase da Operação Transparência, focada em investigar o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). A ação apura suspeitas de tráfico de influência junto a tribunais superiores e possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
O parlamentar, que é uma figura central na bancada evangélica, tornou-se alvo das autoridades em um inquérito que também inclui a advogada Valéria Rodrigues Linhares. O caso ganha destaque pela capacidade de articulação política do deputado e por suas conexões em diversos setores do poder em Brasília.
As investigações apontam que o deputado atuou como intermediário em um encontro entre o ministro do STF, André Mendonça, e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A reunião ocorreu em março de 2025, na sede do Instituto Iter.
Mensagens interceptadas mostram que Cezinha foi o responsável por alinhar a agenda entre os dois. Posteriormente, o Banco Master esteve no centro de uma das maiores investigações de fraudes financeiras no país, o que colocou a ponte feita pelo deputado sob o escrutínio da PF.
Cezinha de Madureira construiu sua carreira pautado pela habilidade de negociação nos bastidores, afastando-se de embates ideológicos intensos. Pastor do Ministério Madureira, o deputado é conhecido por sua postura pragmática, mantendo influência independentemente da gestão no Executivo.
Sua trajetória política é marcada por:
Essa versatilidade permitiu que o deputado transitasse entre diferentes ecossistemas políticos, inclusive trocando o PSD pelo PL de Bolsonaro recentemente. Agora, cabe às autoridades determinar até que ponto essa influência política ultrapassou os limites da legalidade no contexto da Operação Transparência.
Fonte: Folha Gospel