Hostilidade religiosa cresce pelo terceiro ano seguido, aponta estudo global – Exibir Gospel
- 19 de junho de 2026
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O número de países com níveis altos ou muito altos de hostilidade social relacionada à religião aumentou em 2023, segundo levantamento divulgado pelo Pew Research Center. O estudo analisou 198 países e territórios e identificou 55 nações com índices elevados desse tipo de ocorrência, dez a mais que no ano anterior.
De acordo com a pesquisa, o aumento foi impulsionado por fatores como a perseguição a minorias religiosas e os desdobramentos do ataque do Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, e da resposta militar israelense na Faixa de Gaza.
O levantamento mostra que o crescimento acontece pelo terceiro ano consecutivo. Apesar da alta, o número ainda permanece abaixo do recorde registrado em 2012, quando 65 países apresentaram níveis elevados de hostilidade social envolvendo religião.
O Índice de Hostilidades Sociais (SHI) mede casos de assédio, discriminação e violência praticados por indivíduos ou grupos não governamentais contra comunidades religiosas. Entre os países com índices considerados “muito altos” em 2023 estavam Nigéria, Índia, Israel, Síria, Bangladesh e Paquistão.
Já o Índice de Restrições Governamentais (GRI), que avalia leis, políticas e ações estatais que afetam a liberdade religiosa, apontou que 58 países registraram níveis “altos” ou “muito altos” de restrições. O número ficou apenas um abaixo do recorde histórico de 59 países, registrado em 2022.
Entre os países com restrições governamentais mais severas estavam China, Irã, Afeganistão, Indonésia, Síria e Uzbequistão.
Segundo o estudo, cerca de 78% da população mundial vive em países com níveis “altos” ou “muito altos” de restrições governamentais e/ou hostilidades sociais relacionadas à religião. Os pesquisadores observam que esse percentual é influenciado pela presença de países muito populosos, como China, Índia e Paquistão.
A pesquisa também identificou mudanças em alguns países. Doze nações passaram da categoria “moderada” para “alta” no Índice de Hostilidades Sociais em 2023. Entre elas estão Bélgica, Noruega, Espanha, Suécia, Rússia, Tailândia, Turquia, Guatemala, Tanzânia, Serra Leoa, República Democrática do Congo e Sudão.
Na Espanha, por exemplo, foram registrados ataques contra Testemunhas de Jeová, além do aumento de relatos de antissemitismo e de discriminação contra muçulmanos após os acontecimentos de 7 de outubro. Na Noruega, judeus, muçulmanos e Testemunhas de Jeová também relataram episódios de assédio e discursos de ódio.
O relatório destaca ainda que o assédio governamental a grupos religiosos continuou sendo uma das restrições mais comuns à liberdade religiosa. Em 2023, esse tipo de ocorrência foi registrado em 185 dos 198 países analisados.
Outro dado apontado pela pesquisa foi o aumento da interferência estatal em práticas religiosas. Esse tipo de restrição ocorreu em 175 países, novo recorde da série histórica iniciada em 2007.
Apesar do aumento no número de países com altos índices de hostilidade social, a pontuação mediana global do SHI permaneceu em 1,6 numa escala de 0 a 10, a mesma registrada nos dois anos anteriores. Já a mediana do Índice de Restrições Governamentais ficou em 3,0, mantendo o maior nível observado desde o início do estudo.
Para o Pew Research Center, os dados indicam que as restrições impostas por governos à prática religiosa cresceram de forma constante ao longo dos anos, enquanto as hostilidades sociais tendem a oscilar de acordo com acontecimentos políticos, conflitos e tensões em diferentes regiões do mundo.
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Fonte: Exibir Gospel


