Após 40 anos de ministério, Michael W. Smith chama fiéis de volta ao sentido da adoração – Exibir Gospel
- 25 de agosto de 2026
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Após mais de quatro décadas na música cristã, Michael W. Smith continua a defender que a adoração deve ter Jesus Cristo no centro. Em entrevista ao The Christian Post, o cantor de 68 anos alertou para o risco de o culto perder seu propósito ao colocar líderes e artistas em evidência.
“Ao liderarmos o louvor, não devemos ser celebridades. Devemos, de certa forma, desaparecer”, afirmou Smith. Para ele, o papel de quem conduz a adoração é “mudar a atmosfera e permitir que Deus encontre as pessoas”.
O cantor reconheceu que a fama também pode afetar quem está à frente do louvor. Ao recordar seus primeiros anos na música, disse que a atenção recebida pode tirar o foco daquilo que realmente importa.
“Você se distrai com a atenção, com todos aplaudindo, e às vezes acaba se perdendo”, declarou. Por isso, Smith afirmou que procura liderar com humildade e manter suas motivações sob avaliação.
Ele também lembrou uma frase que ouviu do líder de louvor Michael Olson: “O Senhor não divide a Sua glória com ninguém”. Segundo Smith, a declaração foi uma “revelação” e mudou sua maneira de enxergar a adoração.
O alerta do cantor também aparece em “House of Worship”, projeto que reúne 25 artistas e compositores cristãos de diferentes gerações. Smith e Darlene Zschech atuam como produtoras executivas do filme, que revisita músicas conhecidas da adoração cristã.
Entre as canções apresentadas estão “The Heart of Worship”, “Shout to the Lord”, “Here I Am to Worship” e “Agnus Dei”. Para Smith, essas músicas continuam tendo espaço nas igrejas porque carregam uma mensagem que permanece atual.
“Espero que a próxima geração possa se ver revisitando e ouvindo algumas dessas músicas”, afirmou. Segundo ele, elas “provavelmente precisam voltar a fazer parte do repertório, pelo menos de vez em quando, nas igrejas ao redor do mundo”.
Ao mesmo tempo em que faz o alerta, Smith diz enxergar sinais positivos entre os cristãos mais jovens. Ele afirmou estar vendo uma nova fome espiritual, especialmente entre a Geração Z.
“Há um verdadeiro mover de Deus, e eu amo isso”, disse. “Você vê crianças pequenas adorando e chorando. É emocionante. É lindo de se ver.”
Smith relacionou esse cenário ao Movimento de Jesus, que marcou sua adolescência nas décadas de 1960 e 1970. “Provavelmente não vi nada parecido desde os anos 70”, afirmou.
O cantor também citou o artista Forrest Frank, que tem atraído jovens para seus shows. Smith contou ter ficado impressionado ao ver o público cantando as músicas enquanto o artista falava abertamente sobre sua fé.
“Ver o Forrest lá em cima compartilhando o Evangelho, sem vergonha nenhuma, foi simplesmente incrível”, declarou. Para Smith, artistas como Frank são “jovens Josués” que estão “causando impacto”.
“Acredito que estamos pelo menos vendo o começo disso”, afirmou sobre um possível reavivamento. “Talvez estejamos no meio do processo, mas acho que ele vai se tornar muito maior.”
Depois de anos de carreira, Smith resume sua visão sobre a adoração em uma mudança de foco: quem conduz o culto não deve buscar os holofotes, mas apontar para Cristo. “Nosso objetivo é mudar a atmosfera e permitir que Deus encontre as pessoas. Esse é o nosso trabalho.”
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Fonte: Exibir Gospel


