Vida e Estilo

Cinco alimentos que você deve jogar fora imediatamente, segundo chef


Aproveitar sobras de alimentos e evitar o desperdício são hábitos importantes na cozinha. Cascas, talos e partes de vegetais que normalmente vão para o lixo podem ser utilizados em diferentes receitas. No entanto, existem situações em que tentar reaproveitar determinados produtos pode colocar a saúde em risco.

A chef de cozinha Maria Cândida, conhecida por compartilhar receitas e dicas de aproveitamento de alimentos nas redes sociais, publicou um vídeo explicando quais produtos devem ser descartados e por que algumas práticas comuns podem favorecer intoxicações alimentares.

“Detesto desperdício, mas aproveitamento integral não significa aproveitar um alimento que seja inseguro. Saúde em primeiro lugar”, afirmou a especialista.

Segundo a chef, alguns alimentos podem apresentar riscos mesmo quando não possuem cheiro desagradável ou alterações evidentes na aparência.

1. Alimentos com mofo

Um dos erros mais comuns na cozinha é retirar apenas a parte mofada de um alimento e consumir o restante.

De acordo com Maria Cândida, essa prática pode ser perigosa, especialmente em produtos macios, nos quais os fungos podem se espalhar para além da região visivelmente afetada.

“Não adianta retirar apenas a parte que você consegue ver que tem mofo. Contudo, existem muitas exceções”, explica.

Entre as exceções estão os queijos que utilizam fungos específicos em seu processo de fabricação, como roquefort e gorgonzola.

“Nos queijos azuis, como roquefort e gorgonzola, o mofo faz parte da produção e existe de forma controlada. Se aparecer um mofo indesejado em um queijo que tem aquela casca dura, como o parmesão, ainda pode ser aproveitado”, acrescenta.

No caso de queijos duros, o aproveitamento depende das condições do produto e da remoção segura da área afetada. Pessoas com maior vulnerabilidade a infecções devem ter cuidado adicional.

Já alimentos macios e úmidos não devem ser consumidos quando apresentam sinais de mofo.

“Em alimentos macios, como pão, molhos e iogurte, que têm mofo, descarte”, alerta a chef.

2. Comida que ficou muito tempo fora da geladeira

Outro risco está no consumo de refeições que permaneceram por várias horas em temperatura ambiente.

A chef chama a atenção para o hábito de deixar panelas com comida sobre o fogão durante o dia e consumir os alimentos posteriormente, sem verificar se foram armazenados de maneira adequada.

“Aquela panela de comida que ficou o dia inteiro no fogão? E à noite você pensa: não está com cheiro ruim, então ainda dá para comer?”, questiona.

Segundo Maria Cândida, o fato de um alimento manter cheiro, aparência e sabor normais não significa que esteja seguro.

“O alimento pode continuar com bom cheiro e até um sabor normal. Contudo, mesmo assim apresenta riscos. Nem toda comida contaminada dá sinais que conseguimos perceber”, explica.

Alimentos perecíveis preparados não devem permanecer por mais de duas horas em temperatura ambiente. Em condições de calor intenso, acima de 32 °C, esse limite cai para uma hora.

Se não for possível determinar quanto tempo a comida permaneceu fora da refrigeração adequada, a recomendação é descartá-la.

3. Alimentos em embalagens danificadas ou estufadas

Embalagens também podem apresentar sinais de que um produto não está seguro para consumo.

Latas estufadas, com vazamentos, ferrugem intensa ou amassados profundos, especialmente próximos às emendas, exigem atenção. Embalagens que deveriam estar lacradas, mas aparecem abertas ou com sinais de violação, também não devem ser utilizadas.

“Acaba sendo um alerta de alteração e de possível contaminação”, explica Maria Cândida.

Nem todo amassado superficial significa que uma lata esteja contaminada. No entanto, quando há comprometimento da vedação ou deformações importantes, o descarte é a opção mais segura.

4. Ovos com a casca rachada

Ovos que apresentam rachaduras também podem representar riscos à saúde, especialmente quando não se sabe em que momento a casca foi danificada.

“A casca funciona como uma barreira de proteção. Quando está rachada, os micro-organismos presentes na parte externa podem chegar ao interior do ovo”, afirma a chef.

Entre as preocupações está a contaminação por bactérias como a Salmonella, que pode provocar infecções gastrointestinais.

Por isso, a recomendação é evitar a compra e o consumo de ovos que já estejam rachados ou quebrados, principalmente quando não há informações sobre suas condições de armazenamento.

5. Batatas muito verdes ou com muitos brotos

As batatas também merecem atenção quando apresentam coloração esverdeada ou brotos.

Segundo Maria Cândida, essas alterações podem indicar maior concentração de substâncias naturais potencialmente tóxicas, como a solanina.

“O verde é um sinal de que a batata foi exposta à luz e pode apresentar maior concentração de solanina. Essa substância fica concentrada mais nas áreas verdes e nos brotos. Em excesso, pode causar intoxicação”, explica.

A coloração verde é causada pela formação de clorofila, que não é tóxica, mas pode indicar condições que favorecem o aumento dos glicoalcaloides presentes na batata.

O consumo excessivo dessas substâncias pode provocar sintomas como náuseas, vômitos, dores abdominais e diarreia.

Batatas muito verdes, com brotos numerosos ou sinais de deterioração devem ser descartadas. Quando os brotos são pequenos e a batata permanece firme, pode ser possível aproveitá-la após a retirada completa dos brotos e das áreas afetadas.

Dor de cabeça, náuseas e cansaço são alguns dos sintomas que podem surgir após o consumo excessivo de álcool. Um farmacêutico explica quais bebidas tendem a provocar ressacas mais intensas, enquanto uma nutricionista revela os alimentos que podem ajudar na recuperação do organismo

Notícias ao Minuto | 19:00 – 19/10/2026



Fonte: Notícias Ao Minuto

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